quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

um céu cor de cinema

Descobri estas fotografias, perdidas entre as mil e uma pastas do meu ambiente de trabalho. Amiga da organização, com toda a certeza que não sou.
Lembro-me que saímos para jantar, fim de um dia de tempestades, do chove e pára, do cheiro a terra molhada, de um calor húmido e peganhento, um pequeno fim do mundo. E o céu estava exactamente assim. Amarelo, cor-de-laranja, vermelho, rosa céu. Uma paleta de cores que podia perfeitamente ter saído de um filme de Wes Anderson. Ou de Hitchcock, talvez sobre uma praga de gafanhotos e o fim da humanidade.
Fui rapidamente buscar a máquina a casa, sabia que ia ser bonito. E  foi, foi bem bonito.



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quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

parte primeira

Parte primeira. O doce sabor da primeira página. O cheiro de um livro intacto. A leveza de uma história nova.
Parte primeira. Uma manta, uma chávena de chá. Uma espécie de paraíso.
Parte primeira. Toda eu sou monólogos.

 
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terça-feira, 14 de Outubro de 2014

uma data de folhas e outras tretas

(aviso: este post pode tornar-se um pouco lamechas, talvez desconexo...)


Como diz a canção, a culpa é da vontade que eu tenho de te abraçar.
Se esquecermos esta parte e nos concentrarmos nas folhas, neste verde, tudo fica mais simples. E simples, caríssimos, simples é sempre bom.



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segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

substantivos bonitos

Claridade frouxa que precede a escuridão da noite

"crepusculo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/crepusculo [consultado em 13-10-2014]
cre·pús·cu·lo
(latim crepusculum, -i )

substantivo masculino

1. Claridade frouxa que precede a escuridão da noite.Ver imagem = ANOITECER, ARREBOL, LUSCO-FUSCO, OCASO

2. Claridade frouxa que precede o clarão do dia. = ALVORADA, AMANHECER, ARREBOL, LUSCO-FUSCO, MADRUGADA

3. [Figurado]  Período que antecede o fim de algo. = DECADÊNCIA, DECLÍNIO, OCASOINÍCIO, COMEÇO

"crepusculo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/crepusculo [consultado em 13-10-2014].
cre·pús·cu·lo
(latim crepusculum, -i )

substantivo masculino

1. Claridade frouxa que precede a escuridão da noite.Ver imagem = ANOITECER, ARREBOL, LUSCO-FUSCO, OCASO

2. Claridade frouxa que precede o clarão do dia. = ALVORADA, AMANHECER, ARREBOL, LUSCO-FUSCO, MADRUGADA

3. [Figurado]  Período que antecede o fim de algo. = DECADÊNCIA, DECLÍNIO, OCASOINÍCIO, COMEÇO

"crepusculo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/crepusculo [consultado em 13-10-2014].
cre·pús·cu·lo
(latim crepusculum, -i )
substantivo masculino

Claridade frouxa que precede a escuridão da noite.
Claridade frouxa que precede o clarão do dia.
[Figurado]  Período que antecede o fim de algo.


Sempre gostei de crepúsculos.

Anoitecer, arrebol, lusco-fusco, ocaso.
Alvorada, amanhacer, arrebol, madrugada.
Decadência, declínio.


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domingo, 12 de Outubro de 2014

não me faças perguntas

O que fazes nas tuas tardes?
O que faço nas minhas tardes? Não sei, olho para as coisas, canso-me das coisas, volto a olhar para as coisas. Entretanto lembro-me de ti.



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segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

[ 6 on 6 ] outono

 seis miúdas bonitas, seis fotografias, seis países...


O tema deste mês, o mais bonito dos lugares-comuns. Outono.
Apaixonei-me pelo outono de dois mil e doze, lembro-me desses tempos em que necessitava urgentemente de paixões, de cores bonitas, de sabores quentes, do aconchego de uma manta e uma chávena de chá. Até ali, o outono não significava nada, o fim do verão talvez, acontecimento triste para mim, rapariga dos tempos quentes.
Cá por casa, o outono é sinónimo de marmelada, das uvas e da vindima, do doce de tomate, de pêra e abóbora. Tudo o que é bom nasce no outono. Os amarelos, os vermelhos, os verdes e os laranjas são mais bonitos no outono. As fotografias são mais bonitas no outono.
É assim, tempo de amores senhores, é tempo de amores.




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O outono da Taís (Irlanda), Paula (Holanda),  
Lolla (Inglaterra) e Nicole (França) e agora também da Sara (Noruega).
Bem-vinda!

terça-feira, 30 de Setembro de 2014

publicidade caríssimos

Já conhecem o facebook das queridas meias-noites? São horas caríssimos, são horas de conhecer.
Hoje é dia de resoluções.


Beijinhos e beijinhos.


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segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

a melhor amiga da pro-cras-ti-na-ção

Marguerite, Chico, o meu pijama verde dos ursos. Sou bem capaz de ser a melhor amiga da procrastinação.
Ordenei todos os livros e todos os discos, trabalho verdadeiramente árduo que eu não procrastinei, e dou por mim a olhar encantada para aquela estante, para a agulha nova do gira-discos, é tão bonito que não me canso.
Amanhã já não será Marguerite, talvez ainda seja Chico, mas com toda a certeza que continuarei bastante íntima dessa tal de procrastinação.
Não faz mal, pois não?


Eu procrastino
Tu (sinto que) procrastinas
Ele procrastina...



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quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

por onde passamos

Descobri este artigo um pouco por acaso, o título chamou-me a atenção, as ilustrações venceram a minha preguiça em ler coisas nas horas de puro ócio.  "10 Stories That Prove Study Abroad Changes You In The Best Possible Way", publicado no The Huffington Post, recordou-me um outro tempo em que a mochila era a minha melhor amiga e o desconhecido era o mais apetecível dos frutos.
Começa logo como um interrogação daquelas, qual foi o sítio que te mudou, cliché q.b., sei o que responder. Nem sempre o soube, à medida que nos distanciamos no tempo começamos a entender o quão importante aquilo foi.
Estudei no estrangeiro já lá vão uns anos, no mágico país das tulipas, onde a bicicleta (com um cesto, para ser ainda mais bonito) era a minha rotina, o ignlês ainda era uma barreira para conctactos mais profundos mas deixava de o ser na happy hour do Joffer, das onze à meia-noite.
Percebo agora de como era novinha nessa altura, tempos sem grandes reflexões interiores, o mais importante era picar o bilhete de interrail e seguir para a próxima estação. Não sei se estes meses me mudaram, nunca pensei verdadeiramente nisso.
Mais tarde, recentemente até ou talvez não tão recentemente como gostaria, vivi um tempo na bela Itália. Estava mais crescida, aprendera já algumas coisas boas, más, tanto faz, mas que me levaram a viver tudo de maneira diferente. Foi um tempo de paz, sentia-me em paz, um doce desassossego como há muito não sentia ou talvez nunca tivesse sentido.
Hoje sei que foi este o sítio que me mudou, as pessoas com quem me cruzei, tudo o que aprendi, vi e senti.
Faz bem sair da nossa zona de conforto, dormir longe da nossa almofada de sempre, desenrascarmo-nos com pouco mas aproveitar cada viagem, cada gelado, cada cerveja, cada esplanada.
Nunca irei esquecer aquela manhã em que saí de casa atrasada como sempre, entrava às oito, um caso sério, e na varanda em frente um senhor ouvia La Vie em Rose, de janela aberta para o mundo. Senti que estava no melhor sítio para se estar.




"My family joked that I would meet a man, fall in love and never come back. And they were right. I did fall head-over-heels in love, but it wasn’t with a human. It was with that wonderful, magical, intoxicating city. My imagination had always been able to run a bit wild, but the moment I arrived, it took off in a full-on sprint, and I’ve never been the same. My ideas grew bigger, and I tapped into a part of my brain I never knew existed. Suddenly and unapologetically, my dreams had no limits."




Ilustrações deliciosas de Noelle Campbell.



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terça-feira, 23 de Setembro de 2014

sabes, sim

" - Pergunto a mim mesmo - avancei - se será preciso ter grandes razões durante toda a vida para nos sentirmos contentes. Se três ou quatro pequenas condições reunidas, em certos casos...
Ele voltou-se para mim e continuou a sorrir.
- Essas pequenas condições - interrompeu ele - são necessárias. Mas na vida não basta estar contente. De vez em quando precisamos de mais alguma coisa, não?
- De quê?
- De sermos felizes. E é para isso que serve o amor, sim ou não?
- Não sei. - respondi.
- Sabes, sim.
Não respondi."


Marguerite Duras 
in O Marinheiro de Gibraltar.




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segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

a rita e os mercados

A Rita sou eu. Os mercados perdem-se por aqui e por aí e eu gosto de todos.
Há qualquer coisa de efusiva, de deliciosa, de inebriante dentro dos mercados. O movimento, as cores, os cheiros, os detalhes, a frescura, o barulho. Um mercado silencioso não tinha piada nenhuma. Podia continuar, as conversas, os rituais, as pechinchas, as especiarias e as flores. Um mercado sem flores não é um mercado.
Gosto de me perder num mercado, de seguir a massa humana ou o sentido inverso. Gosto de sair com sacos cheios de coisas frescas ou de comer um pêssego mesmo ali. Podia passar horas a fotografar um mercado, sem complicações maiores, tudo iste me anima.


E um beijinho, aqui.


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sábado, 6 de Setembro de 2014

[6 on 6] arquitectura

  seis miúdas bonitas, seis fotografias, seis países...


O tema deste mês, a arquitectura da nossa cidade. Sabia à partida que iria ser um desafio gigante.
Vivo numa vila pequena, no mui belo norte, Trás-os-Montes, este pedaço delicioso. A arquitectura por aqui não varia muito, umas quantas casas senhoriais, uma grande parte de construções do tempo do Estado Novo, algumas modernices que não ficam bem na fotografia. Ainda assim, decidi que seria bonito meter-me pelas ruas, ruinhas e ruelas e fotografar aquilo que sei de cor.
Cheia de orgulho e sem qualquer tipo de pretensões arquitectónicas, porque disso entendo pouco, apresento-vos este querido, tão querido, cantinho entre os montes plantado.



 
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As cidades da Taís (Irlanda), Paula (Holanda),  
Lolla (Inglaterra) e Nicole (França).


 

Acerca de mim

A minha fotografia
O meu nome não é Rita Laranja. E gosto de tirar fotografias. amidnightinbuenosaires@gmail.com