quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

mantas e Rimbaud.

 Acabei de ler Rimbaud, enfiada no meio das mantas, a lareira a olhar para mim.

   «Escrevia silêncios, noites, anotava o inexprimível.
     Fixava vertigens.
    Criei todas as festas, todos os triunfos, todos os dramas.
    Tentei inventar novas flores, novos astros, novas carnes, novos idiomas.»
                                                                                                      
 Estou de regresso. Com vontade de escrever estou de partida.


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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

de Zagreb, com beijinhos

Há cidades que são bonitas no verão, outras que são imperdíveis no inverno, há as que ganham vida com as flores da primavera e Zagreb é outono.
Um outono amarelo e cinzento, das folhas de mil e uma cores, das castanhas assadas na rua, do cheiro a alfazema, dos eléctricos quentinhos por dentro.
Dois dias em Zagreb é suficiente para subir e descer toda a cidade, ver pessoas bonitas nas ruas, entrar numa galeria de arte à borla só porque alguém foi simpático, encontrar um senhor na rua e que, do nada, nos dá um banho de cultura e história com um mapa meio rasgado na mão.
Dois dias, os Balcãs, outono, tanto riso e pouco siso. Touché!

Beijinhos, beijinhos croatas.



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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

[ 6 on 6 ] bairro

 seis miúdas bonitas, seis fotografias, seis países...


As miúdas giras estão de volta e o tema deste mês é mostrar-vos um bocadinhos dos nossos bairros. Uma maneira bonita de comemorarmos seis meses de projecto.
Da minha parte, este mês vai ser um pouco diferente. Não vou mostar-vos o meu bairro bem português, mas o meu novo bairro húngaro..
Cheguei há pouco. Cheguei outra vez a uma nova rotina, uma nova cultura, pessoas, comidas e cheiros. Os meus cinco sentidos tinham tantas saudades disto.
Falo-vos de Pécs, sul da Hungria, onde às quatro da tarde é noite, o frio é de rachar e as pessoas são surpreendentemente acolhedoras.
Todo este despreendimento da alma fazia-me falta, mudar de ar, mudar de vida nem que seja por um mês. É tão bom não é? Sinto que devia ser constitucional, isto de mudar de vida nem que seja por um mês.
Apresento-vos o meu novíssimo bairro, algures entre o cheiro do campo e as luzes da cidade.

Puszi, puszi!



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Os bairros da Taís (Irlanda), Paula (Holanda), Lolla (Inglaterra), 
Nicole (França) e Sara (Noruega) 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

um céu cor de cinema

Descobri estas fotografias, perdidas entre as mil e uma pastas do meu ambiente de trabalho. Amiga da organização, com toda a certeza que não sou.
Lembro-me que saímos para jantar, fim de um dia de tempestades, do chove e pára, do cheiro a terra molhada, de um calor húmido e peganhento, um pequeno fim do mundo. E o céu estava exactamente assim. Amarelo, cor-de-laranja, vermelho, rosa céu. Uma paleta de cores que podia perfeitamente ter saído de um filme de Wes Anderson. Ou de Hitchcock, talvez sobre uma praga de gafanhotos e o fim da humanidade.
Fui rapidamente buscar a máquina a casa, sabia que ia ser bonito. E  foi, foi bem bonito.



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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

parte primeira

Parte primeira. O doce sabor da primeira página. O cheiro de um livro intacto. A leveza de uma história nova.
Parte primeira. Uma manta, uma chávena de chá. Uma espécie de paraíso.
Parte primeira. Toda eu sou monólogos.

 
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terça-feira, 14 de outubro de 2014

uma data de folhas e outras tretas

(aviso: este post pode tornar-se um pouco lamechas, talvez desconexo...)


Como diz a canção, a culpa é da vontade que eu tenho de te abraçar.
Se esquecermos esta parte e nos concentrarmos nas folhas, neste verde, tudo fica mais simples. E simples, caríssimos, simples é sempre bom.



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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

substantivos bonitos

Claridade frouxa que precede a escuridão da noite

"crepusculo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/crepusculo [consultado em 13-10-2014]
cre·pús·cu·lo
(latim crepusculum, -i )

substantivo masculino

1. Claridade frouxa que precede a escuridão da noite.Ver imagem = ANOITECER, ARREBOL, LUSCO-FUSCO, OCASO

2. Claridade frouxa que precede o clarão do dia. = ALVORADA, AMANHECER, ARREBOL, LUSCO-FUSCO, MADRUGADA

3. [Figurado]  Período que antecede o fim de algo. = DECADÊNCIA, DECLÍNIO, OCASOINÍCIO, COMEÇO

"crepusculo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/crepusculo [consultado em 13-10-2014].
cre·pús·cu·lo
(latim crepusculum, -i )

substantivo masculino

1. Claridade frouxa que precede a escuridão da noite.Ver imagem = ANOITECER, ARREBOL, LUSCO-FUSCO, OCASO

2. Claridade frouxa que precede o clarão do dia. = ALVORADA, AMANHECER, ARREBOL, LUSCO-FUSCO, MADRUGADA

3. [Figurado]  Período que antecede o fim de algo. = DECADÊNCIA, DECLÍNIO, OCASOINÍCIO, COMEÇO

"crepusculo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/crepusculo [consultado em 13-10-2014].
cre·pús·cu·lo
(latim crepusculum, -i )
substantivo masculino

Claridade frouxa que precede a escuridão da noite.
Claridade frouxa que precede o clarão do dia.
[Figurado]  Período que antecede o fim de algo.


Sempre gostei de crepúsculos.

Anoitecer, arrebol, lusco-fusco, ocaso.
Alvorada, amanhacer, arrebol, madrugada.
Decadência, declínio.


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domingo, 12 de outubro de 2014

não me faças perguntas

O que fazes nas tuas tardes?
O que faço nas minhas tardes? Não sei, olho para as coisas, canso-me das coisas, volto a olhar para as coisas. Entretanto lembro-me de ti.



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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

[ 6 on 6 ] outono

 seis miúdas bonitas, seis fotografias, seis países...


O tema deste mês, o mais bonito dos lugares-comuns. Outono.
Apaixonei-me pelo outono de dois mil e doze, lembro-me desses tempos em que necessitava urgentemente de paixões, de cores bonitas, de sabores quentes, do aconchego de uma manta e uma chávena de chá. Até ali, o outono não significava nada, o fim do verão talvez, acontecimento triste para mim, rapariga dos tempos quentes.
Cá por casa, o outono é sinónimo de marmelada, das uvas e da vindima, do doce de tomate, de pêra e abóbora. Tudo o que é bom nasce no outono. Os amarelos, os vermelhos, os verdes e os laranjas são mais bonitos no outono. As fotografias são mais bonitas no outono.
É assim, tempo de amores senhores, é tempo de amores.




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O outono da Taís (Irlanda), Paula (Holanda),  
Lolla (Inglaterra) e Nicole (França) e agora também da Sara (Noruega).
Bem-vinda!

Acerca de mim

A minha fotografia
O meu nome não é Rita Laranja. E gosto de tirar fotografias. amidnightinbuenosaires@gmail.com