segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

a rita e os mercados

A Rita sou eu. Os mercados perdem-se por aqui e por aí e eu gosto de todos.
Há qualquer coisa de efusiva, de deliciosa, de inebriante dentro dos mercados. O movimento, as cores, os cheiros, os detalhes, a frescura, o barulho. Um mercado silencioso não tinha piada nenhuma. Podia continuar, as conversas, os rituais, as pechinchas, as especiarias e as flores. Um mercado sem flores não é um mercado.
Gosto de me perder num mercado, de seguir a massa humana ou o sentido inverso. Gosto de sair com sacos cheios de coisas frescas ou de comer um pêssego mesmo ali. Podia passar horas a fotografar um mercado, sem complicações maiores, tudo iste me anima.


E um beijinho, aqui.


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sábado, 6 de Setembro de 2014

[6 on 6] arquitectura

  seis miúdas bonitas, seis fotografias, seis países...


O tema deste mês, a arquitectura da nossa cidade. Sabia à partida que iria ser um desafio gigante.
Vivo numa vila pequena, no mui belo norte, Trás-os-Montes, este pedaço delicioso. A arquitectura por aqui não varia muito, umas quantas casas senhoriais, uma grande parte de construções do tempo do Estado Novo, algumas modernices que não ficam bem na fotografia. Ainda assim, decidi que seria bonito meter-me pelas ruas, ruinhas e ruelas e fotografar aquilo que sei de cor.
Cheia de orgulho e sem qualquer tipo de pretensões arquitectónicas, porque disso entendo pouco, apresento-vos este querido, tão querido, cantinho entre os montes plantado.



 
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As cidades da Taís (Irlanda), Paula (Holanda),  
Lolla (Inglaterra) e Nicole (França).


 

sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

à vossa vontade

 Hoje só e apenas isto. Hoje tão igual a ontem.

 "É preciso estar sempre bêbado. Tudo reside nisso: eis a questão. Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo que esmaga os vosso ombros e vos inclina para a terra, precisais embriagar-vos sem tréguas.
Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa vontade. Mas embriagai-vos.
E se às vezes, nos degraus de um palácio, na erva verde de uma vala, na morna solidão do vosso quarto, acordardes, a bebedeira leve ou curada, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: “São horas de embriagar-se! Para não serdes os escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem parar! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa vontade.”



Charles Baudelaire in Le Spleen de Paris



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terça-feira, 2 de Setembro de 2014

não

(...outra vez, não.)


Não percebo porquê. Não percebo o porquê.
Não percebo porque é, porque foi nem porque será novamente. Esta ordem cronológica cansa-me, exaspera-me, enerva-me até. Ando cheia de nervos para dar, uma mão cheia de nervos. Não.
É engraçado como todas as frases sobre ti começam com um não, redondo feio, manhoso, demasiado verdadeiro. Que se lixem as verdades, que se lixem os nãos, os meus e os teus.
Não percebo porquê. Não quero perceber porquê. Quero que passe, está a chatear-me. Passa, sai daqui, vai embora, sai de mim.
Não. Já sei, não.


Perdoem-me, sinto que não foi nada, 
nada bonito.

 
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sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

formigamente falando

Formigas, com dois pés, duas mãos. Formigas de férias, ou não, porque a vida das formigas só às formigas diz respeito.



E reduzirmos tudo tudo de vez em quando, não?
Formigamente falando.



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quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

as sete saias

"as sete virtudes, os sete dias da semana, as sete cores do arco-íris,
as sete ondas do mar..."


Gosto de fotografar pessoas. Gosto de expressões. Gosto de postais.
Olho para estas senhoras e lembro-me de postais. Daqueles bonitos, que recebemos a contar as novidades ou as saudades.
Dizem que as nazarenas usam sete saias, serviam para afastar o frio quando, sentadas na areia, esperavam os filhos e os maridos que voltavam do mar. Dizem ainda que há mil e uma histórias deliciosas para estas sete saias.
O mar, histórias e estas senhoras bonitas. Postais maravilhosos, certo?



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segunda-feira, 4 de Agosto de 2014

dois regressos



Um regresso, dois regressos.
Acho que voltei.

Entretanto, aqui acontecem coisas bonitas.



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domingo, 6 de Julho de 2014

[6 on 6] verão

  seis miúdas bonitas, seis fotografias, seis países...


O tema deste mês, e não claro que não podia deixar de o ser, o meu querido Verão. Os pequenos detalhes, as coisas bonitas, as cores, tudo o que é verão.
Confesso que de verão ainda pouco vi, já me cansam as nuvens, a chuva, o vento, já me cansa este verão que não chega.
Fotografei estas meninas há pouco, olhei para elas e não resisti. Com as hidranjas não se brinca, ou com as hortênsias, ainda não decidi qual o nome mais bonito. Ainda assim, cheiram tanto a verão, respiram verão, sempre e sempre me lembrarão o verão. Os livros na varanda, os pés descalços e delicadamente sujos, os chapéus de palha, as flores no cabelo, o sofá depois do almoço, os dias de rio, as noites de amigos. O verão é isto não é?
Agora, façam o favor de espreitar os verões das outras meninas. São tão bonitos.


De Portugal, com muito amor, espero que gostem!


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O verão da Taís (Irlanda), Yumi (Japão), Paula (Holanda),  
Lolla (Inglaterra) e Nicole (França).

segunda-feira, 30 de Junho de 2014

a volta é a mesma

Ouço Billie Holiday da minha varanda e a pensar neste verde que tu não viste. Não é que seja um verde especial,  as singularidades do verde há muito já passaram. Mas tu ias gostar, ias gostar deste verde sem nada de especial, ias dizer que sítio bonito para fazermos um pic-nic, podia fazer umas pataniscas de bacalhau e almoçávamos aqui.
Tenho-me desleixado dos sítios bonitos sabes, passo por eles ou deixo-os passar, a volta é a mesma. Tenho saudades tuas e recordas-me todos os sítios bonitos que já vi, todos os que ainda estão para ver, recordas-me tanta coisa que nem sei. Tinha tantas fotografias para te mostrar, se eu soubesse hoje mostrava-te todas as fotografias do mundo, se eu soubesse o amanhã era sempre hoje, se eu soubesse não perdia tempo a olhar para as nuvens, se eu soubesse estavas aqui, miraculosamente aqui.
Penso neste verde, penso em ti, a volta é a mesma.




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segunda-feira, 23 de Junho de 2014

três coisas

Três coisas de extrema relevância:

Um. Ando a matar saudades do meu querido Principezinho.
Dois. Odeio, odeio pés.
Três. Estas meninas minúsculas são bem bonitas.




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Acerca de mim

A minha fotografia
O meu nome não é Rita Laranja. E gosto de tirar fotografias. amidnightinbuenosaires@gmail.com